Wazushi

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Wazushi é uma expressão em Swahili que significa Inovadores.

 

Manifesto

Wazushi não é uma empresa é uma ideia, é um espaço de inclusão e desenvolvimento, onde oferecemos cursos, workshops, ideias, coaching e consultoria para o desenvolvimento de soluções inovadoras e “out of box”. É também um espaço de inclusão onde nos comprometemos a realizar parte do nosso trabalho de forma pro-bono para o desenvolvimento criativo de empreendedores sociais.

 

História

Quando estive no continente Africano pela primeira vez em 2011, para participar do Internet Governance Forum (IGF) em Nairobi no Quênia, recebi muitos estímulos que me levaram à muitos momentos de reflexão. Foram muitas motivações: estava no continente que foi o berço da humanidade, viajando por conta de um prêmio internacional, para participar de um fórum das Nações Unidas sobre um tema que é a minha paixão, não é difícil imaginar que a mente estava a mil.

Logo de inicio pude perceber que o “jeitinho”, bom humor e a simpatia do povo anfitrião era muito semelhante ao nosso, tão parecido que passei a me “sentir em casa”.  Imaginei que só faltavam o suingue e a musicalidade, que na mesma noite pude confirmar, impressionante como se assemelham à base da nossa música com várias de suas vertentes: samba, funk, axé, até mesmo o samba canção.  Cheguei a pensar que nossa Brasilidade veio da África, e porque não?

Nas conversas locais ouvia algumas palavras familiares: “mesa”, “vinho”…  Apesar da língua oficial do Quênia ser o Inglês, o povo usa com frequência o Swahili, idioma original do sudoeste da África que mistura o Árabe com Português, Inglês, Alemão, Francês e Hindu, que tem uma sonoridade bem interessante.

Contemplados ISIF e Frida
Contemplados ISIF e Frida

Com relação a razão de minha viagem, tive a oportunidade de interagir bastante com os demais ganhadores do Prêmio Frida, pois estávamos no mesmo hotel, o Jacarandá.  Dentre os contemplados pelo prêmio Frida em 2011, destaca-se o bem sucedido projeto de inclusão digital Plan Ceibal do Uruguai, que além de fornecer um laptop por criança, provê acesso e antes de tudo, capacitaram os professores para não só utilizarem o laptop como ferramenta de apoio às atividades educacionais, como à criarem aplicações para uso nestes laptops. Ainda no aspecto da inclusão social pela inclusão digital, as crianças foram capacitadas à usar o laptop como ferramenta para facilitar a vida dos pais. Dos contemplados pelo ISIF Asia, um projeto que chamou minha atenção veio do Timor Leste, país asiático extremamente pobre, e de língua Portuguesa. Tratava-se de um pequeno equipamento que usando redes mesh proporcionava tanto acesso à Internet como telefonia para os moradores de determinada região do país.

Estas experiências me levaram a profundas reflexões em como o espirito empreendendor leva pessoas à vencer as adversidades de forma criativa e inovadora, dando um novo significado a centenas ou milhares de vidas… é inspirador. Esta incrível experiência me motivou a pensar em uma nova forma de consultoria, em focar no pensar fora da caixa, de produzir e motivar visionários.  Não poderia deixar de agradecer à “Mama Africa” por esta proposta batizando a iniciativa de Wazushi, que dentro deste contexto surge cheia de simbolismos.

Wazushi é um espaço aberto para o livre pensar, para o desenvolvimento pessoal, profissional e corporativo, com visão sustentável e social, venha fazer parte desta proposta.

“Mafanikio kwa wote”

João Carlos Caribé

 

 

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